?Presidente participa de evento sobre mudanças no eSocial para janeiro
O governo federal deve anunciar em janeiro mudanças no
eSocial, que deve passar por ampla simplificação, antecipou o secretário
especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.
“Vamos apresentar o novo modelo muito mais simplificado e desburocratizado e
também vamos apresentar um novo modelo para micro, pequenos e médios
empresários”, afirmou ele, lembrando que o eSocial tinha cerca de 2000 mil
layouts no início do ano e deve reduzir para 500 no início de 2020. “O eSocial
vai mudar para tornar o ambiente de negócios melhor”, declarou ele, durante
seminário, promovido pelo Conselho das Federações Empresariais de Santa
Catarina (COFEM), nesta quinta-feira (5), na FIESC, em Florianópolis, com a
participação de mais de 350 lideranças empresariais de todo o estado.
O eSocial é um sistema pelo qual as empresas comunicam ao
governo federal, periodicamente, indicadores de saúde e segurança do
trabalhador, informações trabalhistas, previdenciárias, tributárias e fiscais.
Durante a palestra, Marinho fez um panorama das diversas medidas tomadas pelo
governo ao longo do ano em áreas como a fiscal, econômica, privatizações e
concessões e chamou a atenção para a modernização das Normas Regulamentadoras
(NRs). “Quando cheguei na Secretaria, sabia que era complicado, mas não sabia
que era tanto. As 37 NRs da saúde e segurança do trabalho permitiam 6.970 tipos
de multas. Estabelecemos um grupo de trabalho para fazer a customização das
normas dentro da comissão tripartite. As 10 primeiras NRs já foram customizadas
e as outras serão melhoradas ao longo de 2020. Estamos num processo gradativo
de alinhar sem perder de vista a segurança e a saúde de quem trabalha”,
explicou.
Outro assunto abordado foi a Medida Provisória 905/19, que
institui o Programa Verde e Amarelo. Uma das metas é gerar 1,8 milhão de vagas
para os jovens nos próximos três anos. “O programa é extenso e estamos
colocando que, preferencialmente, esse jovem seja treinado pelo Sistema S. A
ideia é propiciar aos jovens que buscam o primeiro emprego um atrativo porque
mesmo quando melhora a economia, quem entra por último no vagão do crescimento
são os que buscam o primeiro emprego”, observou.
Para o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, o
Programa Verde a Amarelo vem ao encontro das demandas da indústria catarinense
e brasileira. “Melhora as relações de trabalho, com perspectivas de aumento do
emprego e de crescimento econômico. Estamos estudando as medidas e esperamos
que o Congresso Nacional aprove a MP, que é altamente positiva para o país”,
avaliou.
Em sua exposição, Aguiar chamou a atenção para a
diversificação da indústria e da economia catarinense e destacou que o estado
tem 27 cidades entre as 100 brasileiras com maior Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH) e registra o menor índice de desigualdade social (0,65). Também é
o segundo mais competitivo do país. O estado tem a sexta maior economia do
país, com um PIB de R$ 277 bilhões, ocupa a primeira posição no abate de suínos
e produção de pescados e é o segundo maior produtor de frango do Brasil. Outros
segmentos catarinenses que se destacam em nível nacional são o têxtil e
vestuário, plástico, móveis, cerâmico, máquinas e equipamentos, alimentos e construção
civil. “Santa Catarina é um estado de empreendedorismo e oportunidades. Nosso
desempenho é melhor que a média brasileira”, ressaltou.
Aguiar também chamou a atenção para o desequilíbrio entre a arrecadação de impostos e o retorno dos investimentos. “A arrecadação de tributos federais em 2018 foi da ordem de R$ 58,8 bilhões, mas o retorno ao estado foi de apenas R$ 7,7 bilhões no período, a quarta pior relação entre o que se contribui e o que se recebe do governo federal”, salientou.
Publicado: 09 de dezembro de 2019 às 00:00